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E você, já conhecia a palavra #misantropia ou aprendeu durante a madrugada?
Na noite de sexta e na madrugada deste sábado, um alerta falso atribuído à Defesa Civil acordou e assustou milhões de brasileiros. Chegou no formato de alerta extremo, o mesmo usado para enchentes e tempestades. No lugar de uma orientação, trazia apenas uma palavra: misantropia.
O susto produziu um segundo fenômeno, paralelo e que estou adorando acompanhar. Milhões de pessoas que não conheciam o termo abriram o celular ainda no escuro e foram buscar o significado. O Google Trends registra o movimento: um pico de mais de 2 milhões de pesquisas em poucas horas.
Misantropia descreve a aversão à natureza humana e, por extensão, um estado de profunda tristeza e melancolia, uma tendência a evitar a companhia das outras pessoas ou a cultivar o isolamento. Na prática, a pessoa considerada misantropa evita o convívio social ou demonstra descrença em relação às outras pessoas. Isso não significa que ela odeie todos ao seu redor. Pode indicar dificuldade de conexão social ou uma visão pessimista sobre a natureza humana. Vale registrar que, isoladamente, a palavra nomeia uma atitude, não um diagnóstico.
O uso do termo em um alerta de emergência chamou atenção por não ter relação com desastres naturais. A ausência de contexto aumentou a confusão. O episódio está sendo investigado como possível ataque ao sistema de alertas.
Fica a primeira reflexão. A curiosidade continua sendo uma das maiores portas para o aprender.
E vou além. O aprender tem hora? Milhões de pessoas acordaram com um repertório novo. Dá para tirar pelo menos uma coisa boa de uma invasão que precisa ser investigada e responsabilizada: a prova de que a vontade de entender algo desconhecido resiste até a um susto no meio da madrugada.
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